Mais “chumbos” e piores notas nos Exames Nacionais de 9º ano

Written by  //  14 de Julho de 2011  //  Especial Exames Nacionais 2011, Por Perto  //  1 Comment

Numa escala de 0 a 100, a média do exame de Língua Portuguesa atingiu este ano os 51 pontos e na prova de Matemática a média não ultrapassou os 43 pontos. Segundo o GAVE, os maus resultados “reflectem o ajustamento do nível de exigência”.

Os resultados dos exames nacionais de 9º ano, divulgados esta quinta-feira, são piores dos que os do ano passado. Matemática teve apenas 41,7 por cento de positivas, enquanto Língua Portuguesa teve 56,4 por cento de notas acima de 50 pontos. Estes números surpreenderam as associações de professores de Português e Matemática, uma vez que as provas realizadas este ano foram consideradas “equilibradas”. No entanto, o Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) diz que os resultados “reflectem o ajustamento do nível de exigência”.

Embora os resultados não tenham sido animadores em nenhuma das disciplinas, a taxa de reprovação no exame de Língua Portuguesa manteve-se nos nove por cento e a média da prova situa-se nos 51 pontos. Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português, diz que o exame realizado pelos alunos era claro, mas exigia bastante concentração, o que poderá ser uma explicação para a diminuição da média em cinco por cento em relação ao ano passado.

A Matemática houve mais reprovações do que em 2010 e a média diminuiu: 31 por cento dos alunos chumbaram no exame e a média de notas foi de 43 pontos numa escala de 0 a 100. Desta forma, um em cada três alunos não passaram no exame de Matemática.

Elsa Barbosa, presidente da Associação de Professores de Matemática (APM) defende que “os exames estão adequados aos níveis de exigência, são adequados ao final do ensino básico, mas estamos a piorar nos resultados, o que já era expectável”. Ainda assim, ficou surpreendida com a quantidade de alunos que tiveram nível um na prova de Matemática, afirmando que “a justificação pode estar no aumento do nível de exigência dos exames”

Para os professores que leccionam Matemática a solução para inverter esta tendência deve passar pelo aumento das horas de ensino da disciplina. Segundo a presidente da APM, “é fulcral aumentar o número de horas de aulas de Matemática. Somos dos países europeus com menos horas de Matemática para trabalhar no ensino básico”,

Na 2ª Chamada dos exames nacionais os resultados foram ainda piores. No que diz respeito à disciplina de Matemática houve 62 por cento de reprovações e no exame de Língua Portuguesa 49 por cento dos alunos tiveram negativa.

No entanto, nem todos os alunos que chumbaram no exame acabaram com negativa à disciplina, uma vez que as provas valem apenas 30 por cento da nota final.

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One Comment on "Mais “chumbos” e piores notas nos Exames Nacionais de 9º ano"

  1. Anónimo 14 de Julho de 2011 às 21:01 · Responder

    Ridiculo. A preocupação é com as estatísticas, e quando não são suficientes, fabricam-se soluções que baixem a exigência. Quando alguém eleva essa exigência, e os chumbos aumentam, lá surgem os alarmes estatísticos. Chega desta bosta das estatísticas, trabalhe-se para resultados.

    Não consigo perceber como se pode ter uma europa unida sem que haja uma unificação no ensino pelo menos na componente cientifica, com as mesmas metas a atingir e o mesmo grau de exigência.

    Todos os ministros da educação trazem o seu plano, e todos falham. Ou porque não fazem sentido, ou porque não há tempo para os implementar, ou porque demoram demasiado tempo a perceber. Que saudades dos tempos em que havia engenheiros a ensinar matemática e física. Em regra, não havia melhor professor nessas áreas do que os engenheiros, porque traziam o aspecto práctico da matemática e sabiam como mostrar aos alunos que as coisas eram fáceis. Por quase todo o meu percurso escolar, sempre que quem leccionava nessas cadeiras eram professores, a coisa corria menos bem.

    Professores de matemática já concordaram comigo em conversas privadas. Tirem as vossas conclusões. Não espero sequer que se substituam os professores de matemática e fisica por engenheiros, mas talvez esteja na altura de aprenderem alguma coisa com eles. Chega de abstracções, sem matemática aplicada os alunos estarão quase que condenados ao fracasso.

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