Portugal não pode “respirar fundo” em relação à qualidade do ar
Written by Catarina Cardoso // 29 de Setembro de 2011 // Por Perto // No comments
Entre 91 países, Portugal é um dos 80 que não cumpre os requisitos para ter um ar que seja considerado de qualidade. Quem o diz é a OMS, que atribui aos problemas de poluição a morte de mais de dois milhões de pessoas.
O ar que se respira em Portugal não é de qualidade, segundo uma lista elaborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De entre 91 países, Portugal é um dos 80 que viu chumbada a atribuição da distinção de qualidade porque os valores de um dos principais poluentes atmosféricos são superiores aos permitidos. O poluente em questão, as partículas em suspensão, registaram em 2008, em Portugal, uma média anual de 28 microgramas por metro cúbico quando o máximo permitido era 20 microgramas por metro cúbico.
Portugal também faz parte do estudo que visa outras partículas mais pequenas, integrado numa lista de 37 países. Desta vez, o país voltou a apresentar valores superiores aos aceites pela OMS. No que respeita a estas partículas de menor dimensão, a média portuguesa é de 10,8 microgramas por metro cúbico, um valor que ultrapassa em 0,8 o limite estabelecido pela Organização.
Estes poluentes presentes no ar, originários da queima da madeira ou dos escapes dos automóveis, entre outros, são responsáveis por problemas de saúde do foro respiratório. A asma e o cancro do pulmão são exemplos de doenças causadas pela poluição atmosférica e que anualmente são a causa da morte de mais de dois milhões de pessoas, segundo a OMS. María Neira, directora de Saúde Pública e Ambiente na OMS, afirma que “se gerirmos de forma adequada o meio poderemos reduzir consideravelmente o número de pessoas com doenças respiratórias e cardíacas ou com cancro no pulmão”. A Organização estima que esta redução se possa traduzir em menos 1,1 milhões de mortes causadas por estas enfermidades.

















