Governo pondera cortar apenas um dos subsídios em 2012

Written by  //  5 de Novembro de 2011  //  Por Perto  //  No comments

Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares, revelou que o Governo está a ponderar cortar apenas um dos subsídios no próximo ano. Quanto ao Orçamento de Estado para 2012, afirma que “todas as propostas são possíveis de ser avaliadas”.

Durante este sábado o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, garantiu que “todas as propostas [feitas ao Orçamento de Estado] são possíveis de ser avaliadas. Têm que ser avaliadas, têm que ser vistas na dimensão que elas produzem nas consequências dos objectivos que têm que ser atingidos, mas a atitude que o Partido Socialista teve foi uma atitude muito construtiva e muito positiva”.

Recorde-se que na passada quinta-feira o secretário-geral do PS anunciou que os deputados socialistas vão abster-se na votação do Orçamento de Estado. No entanto, não era esta a intenção primordial de António José Seguro. Em entrevista ao Expresso afirmou que iria votar a favor até ver a proposta concreta, que considera “violenta e injusta”. Ainda assim, António José Seguro considera a disponibilidade do Governo “muito positiva” e acredita que o objectivo de todos os grupos parlamentares é “melhorar este Orçamento e amenizar o impacto e a violência sobre tantos portugueses”.

O Governo está disponível para negociações e admite ponderar manter um dos subsídios. No entanto, se isso acontecer, tem de existir medidas suplementares para cumprir o Orçamento de Estado. Miguel Relvas não avançou com nenhuma alternativa concreta, afirmando apenas que “são matérias que têm de ser tratas com capacidade técnica, [e] é isso que está a ser feito”.

Apesar do Governo estar disponível para ajustar medidas, entende que “o que é inegociável é o objectivo de Portugal no próximo ano ter 4,5 por cento” de défice, uma vez que “já passou o tempo de ilusões, já passou o tempo de apresentar orçamentos que à partida se sabia que não eram concretizáveis”. Assim, todas as propostas apresentas que permitam que os objectivos sejam alcançados vão ser ponderadas pelo Governo.

Até 30 de Novembro, dia da votação final global, “há ainda um caminho a percorrer”. O Executivo de Passos Coelho argumenta que “há sempre abertura para conversarmos com outros partidos políticos, é isso que temos feito com o Partido Socialista, temos conversado no Parlamento, os deputados da maioria e os deputados do Partido Socialista”.

Face às palavras do ministro dos Assuntos Parlamentares, João Ribeiro, secretário nacional do PS, confirma que o partido “apresentará propostas alternativas àquilo que consta no Orçamento e o PS regista como sendo muito positiva a declaração do ministro Miguel Relvas, sobretudo no que diz respeito à disponibilidade para equacionar a salvaguarda de um subsídio de Natal ou de férias ou, também, de uma pensão dos reformados”.

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