Vídeo: “Foi melhor ganhar o Festival da Canção e não um Ídolos ou uma Operação Triunfo”

Written by  //  9 de Fevereiro de 2012  //  Dez.Conversas  //  No comments

Pedro Madeira, vencedor do Festival da Canção Júnior em 2006, está de regresso com o seu terceiro álbum de originais, “Onze”. Acompanhámos o jovem, de apenas 19 anos, no relato das peripécias que levaram à construção do seu novo álbum. Pedro revelou como será a mega festa de lançamento de “Onze”, dia 11 de Fevereiro, na FNAC do Colombo, às 18h.

Vídeo com entrevista completa e convite de Pedro Madeira:

1) DezInteressante (Dez): No próximo sábado, dia 11 de Fevereiro, está prevista uma festa de lançamento do “Onze” na FNAC do Colombo, em Lisboa. Que vai ter esse concerto de diferente?

Pedro Madeira (PM): No concerto desta mega festa, para além de muita gente que esteve comigo estar presente, tanto figuras públicas minhas amigas, como colegas meus, músicos, produtores, fãs, amigos de sempre, até a minha família, é o primeiro lançamento que fazemos de um disco meu, porque nunca tinha feito um lançamento oficial. Basicamente o disco saía nas lojas, fazíamos uma ou duas promoções, concertos no Verão, assim como em televisão também.

2) Dez: O videoclip do single “Inflamável” está disponível nas redes sociais desde dia 7 de Fevereiro. Os videoclips são tão importantes como a própria música?

PM: Só me apercebi disso depois de ter feito o “Descobre-me”. Quando o fiz, o videoclip que saiu cá para fora conseguiu, de facto, umas views incríveis derivado à novela. Percebi que devia começar a dar mais importância à imagem da música que passava para fora.

3) Dez: Que significado teve a participação no Festival da Canção?

PM: Foi óptimo. Foi a minha rampa de lançamento. O Festival da Canção, neste caso, ajudou-me mais do que qualquer outro programa me poderia ter ajudado. Tenho a certeza absoluta de que, para mim, foi melhor ganhar o Festival da Canção e não um Ídolos ou uma Operação Triunfo. A exposição mediática que me deu o Festival da Canção, apesar de muita, foi menor e consegui aguentar e criar um estilo próprio.

4) Dez: Afirmou, nas redes sociais, que “Inflamável”, o single do terceiro álbum, é o mais forte que fez até hoje. Porquê?

PM: Sim. O “Inflamável” foi a música que fiz que mais rapidamente se tornou single na minha cabeça, ou seja, quando a criei pensei “esta música vai ser o single do meu próximo disco”. Basicamente foi isso. Depois, como teimosia, ficou na minha cabeça: “esta tem de ser o single nem que 40 sejam melhores que esta”.

5) Dez: Que pode revelar sobre o terceiro álbum, “Onze”?

PM: O “Onze” foi produzido por dois produtores diferentes, ou seja, fiz a primeira parte do disco com um produtor e a segunda parte com outro produtor. O João Martins e o Carlos Juvandes, simplesmente por opção de ter dois estilos diferentes de música e com arranjos diferentes também. Na primeira parte do disco temos o “Tempo Para Viver”, o meu single anterior e single de avanço deste álbum, e temos duas músicas chamadas “Já Foi” e outra música chamada “Diz o Meu Nome”. As três músicas iniciais do meu disco. Na segunda parte do disco temos o “Inflamável”, que é o single, “O Rapaz do Piano”, o “Ser” e o “Dueto”.

6) Dez: O título “Onze” está-lhe ligado de uma forma bastante pessoal. Pode explicar-nos o seu significado?

PM: O “Onze” começou com uma brincadeira. Segundo consta a lenda, nasci dia 11 do 11, às 11h e 11 minutos da manhã e depois foi tudo uma história que foi sendo construída. Cabe aos meus amigos a explicação desse fenómeno. Toda a gente me chamava “Onze” a partir de uma certa altura, porque começaram a achar graça ao facto de eu ter nascido naquela data e naquele momento tão exacto.

7) Dez: Canta sempre em português. Já considerou a hipótese de cantar noutra língua para internacionalizar o seu trabalho?

PM: Defendo muito a língua portuguesa e costumo dizer que, como sou português, canto em português. Claro que não tem mal nenhum cantar uma música, de vez em quando, em inglês. Não vejo mal. Não tem problema nenhum. A questão é: se sou português, não faz sentido estar a cantar em inglês para portugueses, porque quem me vai ouvir são portugueses, basicamente.

8) Dez: Estuda Comunicação na Universidade Católica Portuguesa. No futuro, pretende seguir essa vertente ou dedicar-se exclusivamente à música?

PM: Depende. Sempre consegui conciliar as duas coisas, mais ou menos, os estudos com a música. Nunca pensei nem abandonar um, nem abandonar o outro. Nem sequer passou pela minha cabeça. Neste caso, a música vai sempre fazer parte da minha vida. Não quero vertente de jornalismo. Quero, basicamente, entrar no mercado que, no fundo, já me pertencia, ou seja, o meio da televisão, o meio da rádio, o meio da comunicação em si, porque gosto muito de falar com as pessoas.

9) Dez: Qual o momento mais marcante?

PM: Penso que foram dois, basicamente. Foi o Festival da Canção, por razões óbvias, e a fase do “Descobre-me”, quando teve no auge em Agosto de 2009, salvo erro. Também foi um bom momento. Depois, a saída do “Tempo Para Viver”, quando fizemos uma pequena tournée. A minha ida ao Luxemburgo também foi muito marcante.

10) Dez: Que mensagem gostava de deixar para os fãs e para as pessoas que ainda não conhecem o seu trabalho?

PM: Dêem uma espreitadela. Vão até ao meu facebook [http://www.facebook.com/profile.php?id=1276928079] ou até ao meu site, que é o www.pedromadeira.com.pt. Vejam as minhas músicas. Se gostarem, óptimo. Vou ficar muito grato porque, como digo sempre, os fãs são a base de um cantor, de um artista, seja em que área for. Toda a gente que vier a seguir, que não me conhece ainda e que vai passar a conhecer, óptimo. Estou cá para receber toda a gente de braços abertos e a música serve também para isso, para unir as pessoas.

About the Author

Cátia Carmo

Praticante assídua de vários tipos de desporto e amante da escrita, desde os meus 11 anos que decidi lutar para conjugar, profissionalmente, estas minhas duas paixões através de uma só: o jornalismo. Agora estudante de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa vejo, aos poucos, o sonho a tornar-se realidade.

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