Portugal ganhou 51 novas empresas em 2011

Written by  //  8 de Março de 2012  //  Por Perto  //  No comments

Segundo dados do INE, em 2011 desapareceram 32,989 empresas em Portugal. Tendo em conta a diferença entre os números de criação e desaparecimento de empresas, o país conseguiu apenas 51 novos negócios.

Segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística), em 2011 desapareceram 32,989 empresas em Portugal. Os dados relativos a “Sociedades Constituídas e Dissolvidas de 2011 por concelho” têm em conta os 308 concelhos do país e mostram que, tendo em conta a diferença entre os números de criação e desaparecimento de empresas, em 2011 foram criados apenas 51 novos negócios em Portugal.

Em 2011 foram criadas 33,040 novas empresas, sendo que 18,965 foram constituídas no primeiro semestre e as outras 14,075 no segundo. Isto significa que existiu uma diminuição do número de constituição de empresas em quatro mil para o segundo semestre. Através dos dados do INE pode-se ainda concluir que o segundo semestre foi também pior no número de dissolvências de empresas, sendo que este  triplicou. Em 2011, no primeiro semestre tinham desaparecido 7,810 empresas e 25,179 no segundo.

Estes números mostram um elevado declínio de um semestre para outro. Se fossem apenas tido em conta os valores de empresas constituídas e dissolvidas do primeiro semestre, Portugal teria ganho 17,147 novos empreendimentos. Porém, as contas feitas aos dois semestres do ano mostram que 51 foi o número real de empresas que o país conseguiu.

Por entre austeridade e uma economia a abrandar, um número tão baixo de criação de empresas  e as dissolvências três vezes superiores no segundo semestre do ano não são uma surpresa. Apesar de “um bocado assustadora [a situação], é também esperada, tendo em conta o abrandamento tão significativo que aconteceu em Portugal, sobretudo no segundo semestre do ano passado”, explicou Óscar Afonso, professor de Economia na Universidade do Porto.

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Diana Rodrigues

Aspirante a Jornalista, estudo Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Apaixonada pela escrita e tudo o que ela envolve. Escrevo, leio e danço. Um caderno, um lápis, um livro e um mp3 são objectos essenciais. Fernando Pessoa dizia "Tenho em mim todos os sonhos do mundo", e apesar de não ter pessoas a viver dentro de mim, os sonhos também os tenho.

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