Cavaco Silva defende que não se pode cumprir “a todo o custo o défice público”

Written by  //  13 de Outubro de 2012  //  Por Perto  //  No comments

O Presidente da República defende que não se pode pedir aos países em resgate um “ajustamento orçamental que cumpra a todo o custo um objectivo de défice público fixado em termos nominais”. Cavaco Silva diz no Facebook que é preciso ter em conta a situação em concreto.

“Nas presentes circunstâncias, não é correcto exigir a um país sujeito a um processo de ajustamento orçamental que cumpra a todo o custo um objectivo de défice público fixado em termos nominais”. Esta é uma mensagem que Cavaco Silva deixou no Facebook este sábado.

O Presidente da República recorda que “durante a reunião anual do FMI, em Tokyo, a Srª Lagarde, Directora -Geral da instituição, e o seu economista chefe, Sr. Blanchard, a propósito dos processos de consolidação orçamental na Zona Euro enunciaram uma orientação que ontem fez notícia na imprensa internacional” e que deve fazer eco na Europa. É preciso definir “políticas que garantam a sustentabilidade das finanças públicas a médio prazo e deixar funcionar os estabilizadores automáticos”.

Caso o crescimento das economias seja menor do que o esperado, então os défices nominais também serão maiores, o que obriga a um ajustamento. Diz o Presidente da República que “se o crescimento da economia se revelar menor do que o esperado, o défice nominal será maior do que o objectivo inicialmente fixado, porque a receita dos impostos é inferior ao previsto e as despesas de apoio ao desemprego superiores. Assim, Blanchard conclui que ‘nem por isso se deve impor a adopção de medidas orçamentais adicionais, o que tornaria a situação ainda pior.'”

Cavaco Silva acrescenta ainda que esta mensagem deveria chegar “aos ouvidos dos políticos europeus dos chamados países credores e de outras organizações internacionais”.

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Diogo Carreira

Sempre sem juízo, numa luta constante pela liberdade de imprensa e de expressão. Jornalista profissional desde 2008, mas com o bichinho da escrita e da imagem desde os gloriosos anos da primária. O gravador em mini K7 transformou-se num iPhone, a máquina fotográfica de rolo é agora uma digital. O papel e caneta? Esses são os mesmos.

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