Manifestações no Reino Unido reúnem dezenas de milhares de pessoas

Written by  //  20 de Outubro de 2012  //  De Longe  //  No comments

Estavam marcadas para este sábado várias manifestações no Reino Unido. Em Londres reuniram-se dezenas de milhares de pessoas que se manifestaram contra a austeridade imposta pelo governo de David Cameron.

Londres, Glasgow e Belfast são algumas das cidades onde ocorreram manifestações contra medidas do Governo para reduzir o défice no Reino Unido. Este protesto foi convocado por cerca de 50 sindicatos, com o objectivo de contestar a política de corte drástico na despesa pública. Foram protestos pacíficos e com poucos distúrbios, nos quais participaram desde sindicalistas, professores, enfermeiras, bombeiros, trabalhadores comunitários e de várias organizações não-governamentais, até famílias e idosos.

Segundo a polícia, o número de manifestantes em Londres foi cerca de cem mil. Porém, os sindicatos apontam para 130 mil pessoas que se manifestaram contra as medidas de austeridade. Viam-se cartazes de solidariedade com a Grécia e de crítica aos cortes anunciados pelo Executivo de David Cameron. Podiam-se ler frases em cartazes e faixas com as expressões: “A austeridade está a falhar”, “O serviço nacional de saúde não está à venda” e “De Atenas a Londres, esmaga o capitalismo”.

Houve quem comparasse o primeiro-ministro David Cameron a Margaret Tatcher, ex-primeira-ministra que, entre outras medidas, reduziu os gastos sociais do Estado. Acusou-se ainda o actual primeiro-ministro de favorecer os ricos e afogar o crescimento. Destacou-se, nesta manifestação em Londres, o discurso do líder trabalhista Ed Miliband, em Hyde Park, no final da marcha. Miliband acusou David Cameron de favorecer os ricos e mostrou preocupação com os jovens que não encontram trabalho.

O líder trabalhista criticou ainda a política fiscal seguida pelo Governo: “Eles cortam impostos para os milionários e sobem impostos para as famílias normais”, afirmou, citado pela BBC. No entanto, foi vaiado quando afirmou que os cortes na despesa serão necessários, mesmo que o Governo estivesse sob sua direcção. Acrescentou que esses cortes seriam “mais progressivos e mais justos”, ao contrário do que acontece com o Governo actual: “Este Governo mostrou que cortar demasiado e demasiado depressa (…) não é a resposta”.

Mas o que reconquistou os presentes foram as suas propostas de crescimento e bem-estar social, como o combate ao desemprego juvenil, a introdução de um imposto sobre as gratificações dos banqueiros, a construção de imóveis sociais e não permitir a privatização do Serviço Nacional de Saúde (NHS).

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Cintia Costa

O meu nome é Cíntia Tomaz da Costa, frequento o curso Ciências da Comunicação, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O meu objectivo profissional é perseguir uma carreira no jornalismo. Gosto de escrever e ler, mas tenho interesses noutras áreas, como música, dança e desporto, nomeadamente voleibol. Gosto de viajar e conhecer novos lugares, novas pessoas e novos costumes.

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