“Se aparecerem medidas melhores proporemos à troika a substituição”

Written by  //  28 de Novembro de 2012  //  Por Perto  //  No comments

O Primeiro-ministro afirmou, esta quarta-feira, que o Governo tem de apresentar, até Fevereiro, “medidas descriminadas até quatro mil milhões”. Ainda assim, sublinhou que caso apareçam medidas melhores vão ser apresentadas à troika.

O Governo tem de apresentar à troika, até Fevereiro do próximo ano, medidas no valor de quatro mil milhões de euros. Em entrevista à TVI, esta quarta-feira, o Primeiro-Ministro ressalvou que “se aparecerem medidas melhores” vai ser proposto à troika “a substituição dessas medidas”. Na opinião de Pedro Passos Coelho, o país tem de cumprir o que está acordado para negociar em melhores condições.

Apesar de confirmar que o corte de quatro mil milhões de euros nas despesas do Estado é inevitável, o Primeiro-ministro não se referiu a nenhuma medida concreta que possa vir a ser aplicada. Revelou, todavia, que as medidas apresentadas à troika no próximo mês de Fevereiro vão abranger as áreas sociais.

Segundo Pedro Passos Coelho o Executivo não pode “perpetuar este nível de fiscalidade”, mas é necessário aplicar estes níveis de austeridade para “corrigir o défice, sem asfixiar a economia”. Apesar desta afirmação, Pedro Passos Coelho admitiu, no entanto, que o nível elevado de impostos vai manter-se em 2014. “Não estou a dizer que este nível de impostos não vai vigorar em 2014”, uma vez que é “um exercício arriscado” em que “não há nenhuma magia” porque “o nível de incerteza e risco é grande”.

Sem esquecer as dificuldades económicas dos portugueses, o Primeiro-ministro ressalvou que o Governo vai continuar a “mexer nas pensões, despesas da saúde, educação e outras despesas que não estas”. Mas há diferenças entre os diversos sectores onde se vão fazer os cortes: “na educação podemos ter um sistema de financiamento mais repartido”. O sector da saúde pode, no entanto, ser mais eficiente. “Podemos ser mais eficientes no sistema de saúde”, disse Pedro Passos Coelho.

Continuando contra a opinião da oposição, que considera o Orçamento insustentável, o Primeiro-ministro acredita que o cumprimento do documento é importante para cumprir o programa de ajustamento. “A ausência de um Orçamento seria muito mais grave para Portugal do que este Orçamento difícil”, afirmou o chefe do Governo. Também concentrado em conduzir Portugal de regresso aos mercados, Pedro Passos Coelho acrescentou que a aceitação do Orçamento de Estado para o próximo ano é uma “espécie de garantia” para esse retorno.

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Cátia Carmo

Praticante assídua de vários tipos de desporto e amante da escrita, desde os meus 11 anos que decidi lutar para conjugar, profissionalmente, estas minhas duas paixões através de uma só: o jornalismo. Agora estudante de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa vejo, aos poucos, o sonho a tornar-se realidade.

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