Crise apaga luzes natalícias

Written by  //  3 de Dezembro de 2012  //  Por Perto  //  No comments

Em tempo de crise nem o Natal ilumina as ruas portuguesas. À excepção de Lisboa e do Porto quase todos os distritos pretendem deixar a iluminação de Natal dentro de um presente por abrir.

Este ano, as coloridas luzes natalícias ficam na caixa e muitos são os distritos que deixam as ruas portuguesas às escuras. No entanto, Lisboa e Porto são excepções, chegando até a superar as despesas de 2011.

Este ano a Câmara Municipal de Lisboa prevê gastar 250 mil euros em iluminação natalícia, só na Baixa-Chiado. Com isto, o Natal de 2012 na capital portuguesa vai ser cem mil euros mais caro do que no ano passado. A norte do país, no Porto, a Câmara e a associação de comerciantes resolveram apostar mais 20 por cento na iluminação e na animação do que em 2011 e ainda em duplicar a oferta de senhas de estacionamento. Todo este investimento tem como propósito ajudar o comércio tradicional.

Em todos os outros distritos e municípios de Portugal os cortes são notórios. Em Viseu e arredores não existirão despesas com decorações natalícias, assim como na Guarda, que já o ano passado não teve quaisquer gastos. Em Castelo Branco só as principais ruas dos concelhos do Fundão e de Belmonte terão luz e quanto a Coimbra, esta pretende iluminar somente as principais artérias e praças, gastando para isso 12 500 euros, o mesmo que em 2011. Mais a sul, Santiago do Cacém volta a não investir na iluminação, sendo só a Câmara do Alcácer do Sal a apostar nos enfeites luminosos e na decoração para a época. Já no Algarve, Portimão decidiu promover uma feira com produtos tradicionais e recusou enfeitar as ruas, tal como Olhão que se vai concentrar na entrega cabazes de Natal a famílias carenciadas. Por fim, nas ilhas, as autarquias açorianas voltam a cortar nos gastos e a tentar não ultrapassar as despesas do ano passado, quanto à Madeira, cerca de dois milhões de euros estão já reservados para a animação de Natal e de fim-de-ano, registando-se mesmo assim uma poupança de 32 por cento relativamente a 2011.

About the Author

Florbela Lourenço

Vinda do interior do país, estudo Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Gosto de ler, escrever e observar o que me rodeia. Tenho como objectivo trabalhar na área do jornalismo, sobretudo em televisão e/ou imprensa.

View all posts by

Leave a Comment

comm comm comm