FMI propõe redução de pensões, cortes de salários e despedimentos

Written by  //  9 de Janeiro de 2013  //  Por Perto  //  No comments

governo, paulo portas, pedro passos coelho, acordo, psd, cdsO FMI quer baixar salários em Portugal, reduzir pensões e despedir funcionários públicos. São estas algumas das recomendações do Fundo num relatório entregue ao Governo.

É esta a hora das reformas “inteligentes” de um estado grande, ineficiente e que concede privilégios injustos. São estas as palavras do FMI num relatório enviado ao Governo que diz onde podem ser encontrados os tais quatro mil milhões de euros. Pode-se dizer que o documento, revelado pelo Jornal de Negócios, ataca praticamente toda a estrutura do Estado.

O caminho é cortar. Cortar nos salários dos funcionários públicos, no número de trabalhadores do estado e também reduzir significativamente as pensões. Começando pelos funcionários públicos, são os professores, os médicos e as forças policiais os principais alvos. Para o Fundo, os professores públicos são relativamente privilegiados. O problema ficaria resolvido na redução de 30 a 50 mil docentes e no aumento do horário de trabalho para 40 horas semanais – por exemplo.

Os médicos poderiam receber menos pelas horas extra, mas para a saúde o FMI diz que ainda há margem para subir as taxas moderadoras. Já nas forças de segurança, o número de funcionários é excessivo. O Estado paga muito aos funcionários públicos e por isso – ara alem de redução do número: há margem para reduzir os níveis salariais e mesmo os ordenados mais baixos, pois diz o Fundo Monetário Internacional, quem recebe menos no estado não está em risco de pobreza.

Nas reformas, o FMI diz que o sistema é injusto e que as pensões pagas são generosas e por isso dá várias alternativas. Aumento da idade da reforma para 66 anos, proibição de aposentações antes dos 65 ou um corte em 20 por cento nas reformas da caixa geral de aposentações.

Para o fundo, o subsídio de desemprego é ainda demasiado generoso, longo e elevado. Favorece os mais velhos e deixa de fora os mais novos. Então, uma solução é cortar e reduzir. Por exemplo ao 10 mês todos os beneficiários receberiam o equivalente ao subsidio social de desemprego – que pode ser de pouco mais de 400 euros. Desta forma, acreditam os peritos, haveria um maior incentivo a procurar novo emprego

Estas são algumas ideias deixadas pelo fmi que o governo não quero publicar mas que vão marcar certamente o debate da reforma do estado que terá agora como ponto alto fervereiro – com o executivo a apresentar propostas – e depois o verão, prazo em que termina o debate.

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Diogo Carreira

Sempre sem juízo, numa luta constante pela liberdade de imprensa e de expressão. Jornalista profissional desde 2008, mas com o bichinho da escrita e da imagem desde os gloriosos anos da primária. O gravador em mini K7 transformou-se num iPhone, a máquina fotográfica de rolo é agora uma digital. O papel e caneta? Esses são os mesmos.

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