Molécula existente no organismo consegue destruir o cancro

Written by  //  9 de Fevereiro de 2013  //  Tecnociencia  //  No comments

célulasA molécula TIC10 é a responsável por activar a proteína TRAIL que, segundo investigadores norte-americanos, consegue destruir tumores cancerígenos, incluindo os cerebrais. A proteína, presente no sistema imunitário, permite combater a doença sem recorrer a métodos tóxicos.

Activada pela molécula TIC10, a proteína TRAIL presente no sistema imunitário é capaz de destruir tumores cancerígenos. A conclusão é de um estudo realizado por investigadores da Universidade da Pensilvânia, onde se descobriu que a molécula, através da estimulação da TRAIL consegue bloquear o desenvolvimento dos tumores, incluindo os cerebrais.

De acordo com os cientistas, enquanto o sistema imunitário procura no corpo células cancerígenas, a TRAIL vai anulando o desenvolvimento dos tumores, o que prova que o próprio organismo consegue ir combatendo a doença. No entanto, este é um processo que após a progressão do cancro acaba por desaparecer, daí que se verifique um crescimento descontrolado e uma multiplicação dos tumores.

A realização do estudo permitiu descobrir que a molécula TIC10 não activa a TRAIL somente nas células cancerígenas, mas também nas células saudáveis que se encontram à volta destas, impedindo assim o alastramento do cancro. Para além disso, o facto de a molécula ter dimensões tão pequenas permite que esta quebre a barreira hematoencefálica. Esta é uma barreira que separa o sangue do cérebro e que tem dificultado o tratamento na região cerebral, uma vez que impede a acção de medicamentos contra os tumores cerebrais. “Não pensámos inicialmente que esta molécula pudesse ser capaz de tratar tumores cerebrais – foi uma surpresa agradável”, confessou Wafik El-Deiry, coordenador da investigação e oncologista da universidade norte-americana, sobre esta última descoberta.

Devido aos resultados, já se realizaram ensaios médicos em células artificiais e o uso da proteína como fármaco tem-se mostrado segura até agora. Os investigadores estão optimistas, sobretudo devido aos benefícios que a proteína tem no combate ao cancro, pois consegue destruir a doença de forma natural sem recorrer a métodos tóxicos, ao contrário do que acontece com a quimioterapia e a radioterapia.

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Florbela Lourenço

Vinda do interior do país, estudo Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Gosto de ler, escrever e observar o que me rodeia. Tenho como objectivo trabalhar na área do jornalismo, sobretudo em televisão e/ou imprensa.

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