Análise ao hálito detecta cancro no estômago

Written by  //  7 de Março de 2013  //  Tecnociencia  //  No comments

hálitoUma análise ao hálito permite identificar odores únicos que estão presentes somente se existirem células cancerígenas no estômago. A conclusão é de investigadores chineses e israelitas que acreditam que este seja um teste 90 por cento eficaz.

Analisar o hálito é um processo indolor, fácil e rápido para qualquer pessoa. Além disso, é agora um método que, segundo investigadores chineses e israelitas, permite detectar células cancerígenas e saber de que tipo de cancro se trata, bem como diagnosticar outras patologias gástricas. O estudo realizado foi publicado no British Journal of Cancer e é possível consultar o resumo online.

O ensaio clínico contou ao todo com 130 pacientes. Depois de analisados os hálitos, foram detectados 32 doentes com úlceras gástricas, 37 com cancro no estômago e 61 com outras patologias ligadas ao órgão. A equipa concluiu que o teste permite distinguir diversos problemas de estômago, com 90 por cento de eficácia, e que ainda identifica os mais recentes e os que já se encontram em fase avançada.

De acordo com os investigadores existem odores únicos e específicos que permitem detectar determinadas doenças. Assim, este teste consiste em encontrar no hálito do paciente perfis químicos que só quem sofra de determinada patologia possa apresentar. Esses odores são facilmente detectados com a ajuda de determinados instrumentos médicos (ou até de cães).

Depois destes resultados, os investigadores pretendem assegurar-se da descoberta para que possam vir a validar o teste que poderá revolucionar o processo de diagnóstico da doença. Kate Law, directora de investigação clínica da organização Cancer Research UK reconhece que “os resultados deste estudo recente são promissores”, mas alerta “que ensaios clínicos de larga escala serão necessários para confirmar estas descobertas”.

A directora diz ainda que “a maior parte dos cancros no estômago são detectados em estágios demasiado avançados para operar”, por isso, “qualquer teste que possa ajudar a diagnosticar o problema precocemente fará toda a diferença para a sobrevivência dos pacientes a longo-prazo”. Actualmente, o processo de diagnóstico consiste na realização de uma biopsia. Esta é realizada através de uma sonda e de uma câmara que dá entrada pela boca e vai até ao estômago, permitindo detectar problemas gástricos, o que se torna um processo doloroso e demorado para o paciente.

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Florbela Lourenço

Vinda do interior do país, estudo Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Gosto de ler, escrever e observar o que me rodeia. Tenho como objectivo trabalhar na área do jornalismo, sobretudo em televisão e/ou imprensa.

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