PS classifica declarações de Borges como “inaceitáveis”

Written by  //  8 de Março de 2013  //  Por Perto  //  No comments

António BorgesAntónio Borges, consultor do Governo, disse que a solução para “o problema do desemprego” é baixar o salário mínimo nacional. Miguel Laranjeiro, do PS, é contra a solução proposta e defendeu que essa estratégica colocaria Portugal ao lado dos “países do sudoeste asiático”.

“Lamentáveis”, “inacreditáveis e inaceitáveis”, é assim que o membro do PS, Miguel Laranjeiro, classificou as declarações do consultor do Governo, António Borges, à Renascença. O ideal para António Borges “era que os salários descessem como aconteceu noutros países, como solução imediata para resolver o problema do desemprego”. O consultor do Governo afirmou que os 485 euros do salário mínimo podem manter-se, mas acrescentou que para combater o desemprego era melhor adoptar uma medida de redução dos vencimentos.

Borges defendeu que o Governo deve ter como principal preocupação arranjar postos de trabalho e não fazer desses postos mais caros. Em resposta, Miguel Laranjeiro nem queria acreditar nas palavras do consultor para as privatizações e nas declarações do Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho que, quarta-feira no Parlamento, sublinhou que era “sensato” reduzir o valor do salário mínimo num período de crise.

“O Partido Socialista rejeita completamente esta política. Para nós a competitividade não pode ser feita com base nos baixos salários, a nossa competitividade tem de ser feita com os países mais desenvolvidos, não é com os países do sudoeste asiático”, considerou Miguel Laranjeiro. O membro do PS salientou ainda que o vencimento de António Borges é que devia ser reduzido. “Essas são declarações absolutamente lamentáveis de um consultor que tem um contrato milionário com o Governo. A redução do valor desse contrato seria uma boa primeira medida”, acrescentou o socialista.

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Cátia Carmo

Praticante assídua de vários tipos de desporto e amante da escrita, desde os meus 11 anos que decidi lutar para conjugar, profissionalmente, estas minhas duas paixões através de uma só: o jornalismo. Agora estudante de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa vejo, aos poucos, o sonho a tornar-se realidade.

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