“Temos de descer os impostos já”

Written by  //  10 de Maio de 2013  //  Por Perto  //  No comments

Miguel FrasquilhoA austeridade deve continuar, mas só entre o Estado. No que toca às famílias e empresas tem de ser aliviada, segundo o deputado do PSD Miguel Frasquilho. Em entrevista à Renascença, o deputado do PSD afirmou que esta é a solução para “deixar a economia respirar”.

O deputado do PSD Miguel Frasquilho defende que o Governo tem de descer os impostos sobre as famílias e empresas, mantendo apenas a austeridade no que diz respeito ao Estado. O deputado lançou o seu livro “As raízes do mal, a Troika e o Futuro” na quinta-feira, onde reúne uma década de artigos de opinião publicados, sobretudo no Jornal de Negócios. Pedro Passos Coelho esteve presente no lançamento. Mas em entrevista à Renascença, Miguel Frasquilho demonstrou não estar de acordo com o Governo do Primeiro-ministro.

Apesar da sua ligação ao partido do Governo, Miguel Frasquilho considera que baixar os impostos é uma forma de aliviar a recessão actual. “Temos de deixar a economia respirar, de incutir alguma confiança para a dinamizar. Como as reformas estruturais demoram tempo até terem um efeito positivo, sou adepto de que os impostos deviam descer já: começaria a baixar gradualmente o IRC, revertendo ao máximo o enorme aumento, e o IRS até aos 15 por cento”, sugeriu o deputado

Pedro Passos Coelho escreveu o prefácio do livro de Miguel Frasquilho e explicou como o programa de ajustamento foi mal negociado. “Passos Coelho diz que, quando tentou negociar, propôs mais um ano, mas disseram-lhe que não. A Irlanda negociou o seu programa de ajustamento de Novembro de 2010 a 2015, com problemas no sector financeiro. Já Portugal, em Maio de 2011, negociou um em que tinha de ter as suas contas em ordem até 2013”, disse o Miguel Frasquilho.

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Cátia Carmo

Praticante assídua de vários tipos de desporto e amante da escrita, desde os meus 11 anos que decidi lutar para conjugar, profissionalmente, estas minhas duas paixões através de uma só: o jornalismo. Agora estudante de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa vejo, aos poucos, o sonho a tornar-se realidade.

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