“Povos Unidos contra a ‘troika'” realizam conjunto de manifestações

Written by  //  1 de Junho de 2013  //  Por Perto  //  No comments

daniel rocha 21 de junho de 2013 manif anti troika governo fmiRealizaram-se este sábado várias manifestações do movimento europeu “Povos Unidos contra a ‘troika’”. Em Portugal, o protesto ocorreu em várias cidades, e no total foram 102 as cidades de 18 países europeus que aderiram.

Neste sábado realizaram-se várias manifestações do movimento europeu “Povos Unidos contra a ‘troika’”, das quais se destacam, em Portugal, as manifestações de Lisboa e do Porto. Porém, ocorreram também protestos nas cidades de Aveiro, Beja, Guimarães, Setúbal, Vila Real e Faro, entre outras. No total foram 102 as cidades de 18 países europeus que aderiram, como a cidade de Frankfurt, onde fica a sede do Banco Central Europeu (BCE), que contou com cerca de sete mil manifestantes, segundo a polícia. Outras cidades aderentes foram as cidades de Valência, Bilbao, Saragoça e Vigo, em Espanha, a cidade de Toulouse, em França, Bruxelas, na Bélgica, e Atenas, na Grécia.

Milhares de manifestantes desfilaram desde Entrecampos até à Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, parando em frente ao escritório do FMI (Fundo Monetário Europeu), na Avenida da República. À porta do edifício ouviu-se as expressões “FMI fora daqui”, “‘Troika’ escuta, o povo está em luta” e “Fora daqui, a fome, a miséria e o FMI”, e também se entoou a canção “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso. O protesto foi pacífico e os manifestantes nem se aproximaram das grades colocadas para proteger a entrada do edifício, onde se encontravam pouco mais de uma dezena de polícias.

Pelo caminho, pôde escutar-se ainda palavras como “Passos, Portas e Cavaco, farinha do mesmo saco” e “Palhaço escuta, o povo está em luta”. Os manifestantes em Lisboa pediam a demissão do Governo e exigiam a saída da ‘troika’ de vários países europeus, criticando os resultados do “capitalismo selvagem na Europa”, como a pobreza, o desemprego, a exclusão social, as perdas de direitos ou os suicídios. Chegados à Alameda, o protesto terminou com membros da Apre (Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados) a cantarem “Vampiros” e mais atrás ouvia-se, novamente, “Grândola Vila Morena”. No topo da Fonte Luminosa havia um cartaz no qual se podia ler: “Obviamente estão demitidos!”.

No Porto, mais de mil manifestantes percorreram o caminho desde a rua dos Clérigos até à estátua de Almeida Garrett, na praça General Humberto Delgado, na baixa da cidade, onde se concentraram. Podia ouvir-se “demissão, demissão” e “greve geral”, e muitos elementos do movimento “Que se lixe a troika”, com megafone na mão, foram repetindo “viva, viva, viva a greve geral”, marcada pela CGTP para dia 27 de Junho. Pediram ainda a demissão do Governo e terminaram com a realização de uma assembleia popular junto à estátua de Almeida Garrett, onde vários populares tomaram a palavra para referir que “existe alternativa à austeridade”.

“Hoje, os povos unidos contra a ‘troika’ saem à rua na certeza que existe alternativa à austeridade. Estamos aqui porque acreditamos que com as nossas mãos conseguimos mudar”, ouviu-se no local. A manifestação contou com a presença de membros da Apre, cujos elementos usavam guarda-chuvas brancos para se proteger do Sol, onde se lia: “Não somos descartáveis”. Também estiveram presentes elementos dos “Precários Inflexíveis”, da Associação Internacional de Trabalhadores e ainda um grande grupo de professores com uma faixa onde se lia: “Em vez da banca, por que não resgatar o ensino público?”, entre muitas outras pessoas que quiseram demonstrar o seu descontentamento com as actuais políticas do Governo.

No entanto, os protestos reuniram menos pessoas do que outras concentrações contra a política de austeridade do Governo. Bruno Carvalho, do movimento “Que se Lixe a Troika”, classificou a manifestação como sendo de “dimensão média” e justificou: “Não se pode encarar esta manifestação só do ponto de vista nacional, visto que ela se insere num movimento de protesto em vários países da Europa”.

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Cintia Costa

O meu nome é Cíntia Tomaz da Costa, frequento o curso Ciências da Comunicação, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O meu objectivo profissional é perseguir uma carreira no jornalismo. Gosto de escrever e ler, mas tenho interesses noutras áreas, como música, dança e desporto, nomeadamente voleibol. Gosto de viajar e conhecer novos lugares, novas pessoas e novos costumes.

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