Teatro promove inclusão em Portalegre

Written by  //  6 de Junho de 2013  //  Dez.Conversas, Por Perto  //  No comments

OLYMPUS DIGITAL CAMERATeatro sobre Santo António foi protagonizado por alunos surdos e ouvintes em língua gestual portuguesa. Destacando-se como um evento que promove a inclusão de jovens surdos, o DezInteressante esteve na praça da república, em Portalegre, e conta-lhe como foi.

Um grupo de alunos surdos e ouvintes de Portalegre realizou a peça de teatro “Em busca de Santo António”, na quarta-feira, na Praça da República da cidade. O espectáculo pretendeu dar a conhecer o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo do ano e destacar a comunidade surda.

O teatro em honra a Santo António, padroeiro da cidade, foi todo traduzido em língua gestual portuguesa, tanto por parte dos alunos como dos intérpretes. Desde a música à dança, o teatro que acabou em casamento foi protagonizado por alunos surdos e ouvintes da Escola Básica Cristóvão Falcão em conjunto com  a turma do primeiro  ciclo da Corredoura e o Rancho Folclórico da Boavista.

A ideia surgiu com base numa oportunidade dos alunos surdos serem os actores principais e darem a conhecer a sua cultura. Os alunos ouvintes também adoraram a iniciativa e mostram prazer em aprender uma nova língua.

Mariana Bento, uma das interpretes que acompanhou e auxiliou o espectáculo, admitiu que deviam existir mais iniciativas como esta. “É bom para divulgar o trabalho dos alunos e o que se faz aqui na cidade. Os ouvintes têm muito gosto em ajudá-los neste projecto”, disse Mariana Bento.

Com muitas pessoas a assistir, o teatro sobre Santo António pretendeu promover a inclusão e dar especial destaque àqueles que são mais ignorados pela sociedade. Mariana Bento confessou que este tipo de eventos são muito importantes para eles pois “promovem, acima de tudo, confiança. E o facto de os pais virem e verem para eles é um orgulho imenso”. Os pais gostaram do espectáculo e, no final, bateram palmas em língua gestual.

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Ana Catarina Alves Silva

Jornalismo é contar estórias, é saber contá-las, descodificá-las. Acredito que existem muitas estórias interessantes que ninguém liga ou ninguém dá importância. É para dar a conhecê-las ao mundo que o jornalista serve, aprendi isso na terra onde estudo jornalismo, Portalegre, uma cidade do interior de Portugal.

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