Economia da dádiva discutida em Portalegre

Written by  //  16 de Junho de 2013  //  Por Perto  //  No comments

OLYMPUS DIGITAL CAMERADoze países estiveram representados em Portalegre para discutir a economia da dádiva. Ao longo de três dias falou-se de possíveis soluções para marcar a diferença e combater um conceito que, até então, se tem vindo a perder devido à economia de mercado. O DezInteressante esteve no local e falou com um dos membros da AJUDADA para lhe contar o objectivo desta iniciativa.

Portalegre recebeu a AJUDADA, um encontro internacional que pretendeu levar à cidade a visão e os saberes com o objectivo de planear soluções reais para os problemas económicos que se atravessam actualmente. A economia de partilha e a reflexão sobre como criar a diferença teve lugar em Portalegre durante os dias 14, 15 e 16 de Junho, onde se juntaram pessoas de doze países diferentes.

Numa tentativa de encontrar uma solução para o conceito que se tem vindo a perder devido à economia de mercado, a AJUDADA pretende reestruturar uma economia de partilha de conhecimentos e de bens. Em três dias pretendeu sensibilizar a população para os problemas vigentes na economia, onde o dinheiro é considerado o elemento fulcral e indispensável da sociedade.

Numa conversa entre dois amigos, um deles  filósofo  que vive a sua vida a conversar sobre a economia da dádiva e outro que tinha um grande desejo de tentar encontrar uma solução para Portugal, surgiu a discussão sobre a economia da dádiva. A iniciativa não começou em Portugal, mas Portalegre foi a cidade escolhida para organizar três dias de reflexão.

Com seis meses de trabalho até chegar a Junho, Sónia Tavares garante que  “o evento em Portalegre é a primeira vez no mundo inteiro. Ao longo de seis meses muitas pessoas tentaram desconstruir a conferência para a construir de maneira a envolver a comunidade toda”.

No Workshop orientado por Gary Alexander tentou perceber-se onde é que em Portalegre se pode agir para criar a diferença. Com o abraço a Portalegre às sete da tarde e ainda, no sábado à noite, uma conversa entre o filósofo e o amigo debaixo de uma árvore que esteve enfeitada com candeeiros de papel, a AJUDADA contou com um fim de semana repleto de reflexão.

“O grande objectivo é que as pessoas em todo o mundo comecem a perceber que se de facto está algo errado, a crise económica diz-nos que sim, a primeira coisa que nós temos de deixar de fazer é o velho hábito: esperar que alguém nos resolva o problema. Ninguém nos vai resolver o problema…”, alertou Sónia Tavares.

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Ana Catarina Alves Silva

Jornalismo é contar estórias, é saber contá-las, descodificá-las. Acredito que existem muitas estórias interessantes que ninguém liga ou ninguém dá importância. É para dar a conhecê-las ao mundo que o jornalista serve, aprendi isso na terra onde estudo jornalismo, Portalegre, uma cidade do interior de Portugal.

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