Crise fere saúde dos portugueses

Written by  //  18 de Junho de 2013  //  Por Perto  //  No comments

tensao arterialDe acordo com o Relatório de Primavera de 2013, a crise tem vindo a tornar a saúde dos portugueses cada vez mais frágil. Tentativas de suicídio, privação de cuidados de saúde e de medicamentos tornam-se frequentes em tempos difíceis.

O Relatório de Primavera apresenta uma amostra de idosos com mais de 65 anos de idade, onde perto de 30 por cento deixou de recorrer a alguns recursos de saúde, como consultas e medicamentos, devido aos custos inerentes. Para além disso, o relatório regista um aumento de 47 por cento quanto às tentativas de suicídio e de 30 por cento quando falamos de depressão. Todos estes pontos são apresentados como consequências da crise, pelos especialistas do Observatório Português do Sistema de Saúde (OPSS).

O propósito do Relatório é dar a conhecer ao Governo um diagnóstico oficial que permita “organizar no terreno uma resposta adequada aos efeitos da crise na saúde”. O OPSS mostra ainda que os cortes orçamentais efectuados na saúde são maiores do que os impostos pela Troika, afirmando que se previa “uma redução da despesa total em saúde de 710 milhões de euros, superior aos 550 milhões necessários para implementar as medidas da Troika”.

O Relatório aborda também o aumento das taxas moderadoras, vendo estas como “uma verdadeira barreira de acesso aos cuidados de saúde”. Para além disso, chama-se à atenção para o serviço de cuidados paliativos domiciliários, pois “existe em Portugal uma equipa por cada 750 mil a 1 170 mil habitantes, sendo que as recomendações da EAPC [European Association for Palliative Care] (2009) são de uma equipa por 100 mil habitantes”.

Perante este cenário, onde crise vem aumentar a ferida dos portugueses, são ainda apresentados aspectos positivos. “O alargamento dos programas de vigilância da saúde e das doenças crónicas, os rastreios oncológicos, e o alargamento e melhoria dos cuidados domiciliários”, foram os pontos avaliados positivamente.

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Florbela Lourenço

Vinda do interior do país, estudo Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Gosto de ler, escrever e observar o que me rodeia. Tenho como objectivo trabalhar na área do jornalismo, sobretudo em televisão e/ou imprensa.

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