Cada segundo da conferência do DezInteressante

Cinco políticos responderam a perguntas colocadas pelos cibernautas. O DezInteressante seguiu cada segundo da conferência no ISCSP e faz um apanhado das frases mais importantes de Augusto Santos Silva, Paula Teixeira da Cruz, Teresa Caeiro, Luís Fazenda e Miguel Tiago.

Questão: Defendem a redução da taxa social única? Se sim, para quando?

Paula Teixeira da Cruz diz que o programa do PSD diz que o objectivo é descer a TSU em 4 pontos percentuais nos próximos quatro anos.

Como é que se reduz e em quanto tempo são factores bem definidos segundo a representante do PSD.

‎”Muitos economistas têm uma enorme descrença nestas politicas” – Luís Fazenda.

‎”Estamos a falar de medidas em que temos de assegurar um equilíbrio” – Teresa Caeiro.

‎”A Segurança Social não pode ficar descapitalizada” – Teresa Caeiro.

A representante do CDS afirma que nem todas as empresas precisam deste reforço e que as PME empresas não devem ser tomadas de igual forma.

Miguel Tiago afirma que baixar a TSU fará aumentar a componente do lucro e acentuar a desigualdade.

“PS, PSD e CDS, a troika doméstica” – Luís Fazenda.

Próxima questão é um desafio a reduzir pessoal dentro do Governo.

Questão: Como Ministro da Economia proporia ao Primeiro-ministro uma redução substancial de elementos nos gabinetes ministeriais e nas admissões para esses mesmos lugares? Como controlaria com eficácia os gastos não necessários no aparelho do estado?

‎”Houve um deslumbramento em Portugal com as parcerias PPP” – Paula Teixeira da Cruz.

‎”Há muito desperdício por aí” defende Luís Fazenda.

Luís Fazenda defende que é preciso reduzir significativamente pessoal nos gabinetes ministeriais, autarquias locais, fazendo assim diminuir o desperdício.

“Temos de voltar a uma cultura de prestígio da Administração Pública” – Luís Fazenda.

Critérios de nomeação são muitas vezes baseados na “cor partidária”, critica Teresa Caeiro.

‎”Só um partido que não tenha uma lógica de clientela é que pode fazer um trabalho rigoroso, dizendo o que é preciso manter e o que é preciso acabar” – Teresa Caeiro.

Teresa Caeiro considera que “é inacreditável que um vogal do conselho de administração ganhe 300 mil euros por ano, fora os prémios”.

Porque é preciso fazer uso de entidades externas, questiona Teresa Caeiro.

“Julgo que é urgente reduzir ao estritamente necessário os cargos de nomeação” – Miguel Tiago.

“As contas do Parlamento são as mais transparentes de todas as instituições democráticas do nosso país” – Miguel Tiago.

“Se houvesse um Governo CDU, a esquerda estaria em uníssono” – Miguel Tiago.

‎”Julgo que esta é uma matéria que devemos discutir sem demagogia” – Augusto Santos Silva.

‎”Devemos olhar para os actos e não só para as palavras” – Augusto Santos Silva.

Augusto Santos Silva afirma que a lógica da Administração Pública é uma lógica de continuidade, e é uma boa lógica.

‎”A lógica predominante na Administração Pública é a da competitividade” – Augusto Santos Silva.

Questão: que reformas realizarão no SNS? Mantém o seu carácter público ou passará para um modelo “misto”, público-privado?

Luís Fazenda afirma que existe muito desperdício a combater no SNS.

Há gastos excessivos no SNS, mas não podem haver cortes só por factores economicistas, afirma Luís Fazenda.

“Somos contra o financiamento do Estado a serviços privados” – Luís Fazenda.

Deve haver universalidade de acesso ao SNS, diz Luís Fazenda.

Teresa Caeiro afirma que o princípio do CDS é a utilização dos recursos máximos do SNS.

“Temos um SNS que não é Universal porque várias pessoas não têm médico de família” – Teresa Caeiro.

A representante do CDS afirma que é preciso reformar o SNS, instituindo mais rigor e medidas mais corajosas.

“Não estamos dispostos a sacrificar nem um doente por motivos ideológicos” afirma Teresa Caeiro.

Miguel Tiago afirma que é preciso defender o carácter público do SNS.

O representante da CDU defende a produção nacional de medicamentos.

Augusto Santos Silva defende que é preciso melhorar o SNS tornando-o mais eficiente.

Paula Teixeira da Cruz afirma que o SNS está privatizado e “completamente rebentado”.

Paula Teixeira da Cruz afirma que é necessária uma administração de proximidade.

“Temos um problema de administração manifesto” afirma Paula Teixeira da Cruz.

Questão: É de conhecimento que uma elevada percentagem de cidadãos recebe apoios sociais sem qualquer justificação para que tal aconteça. Será que é agora que será feito uma controlo rigoroso e justo na atribuição de apoios como o RSI?

Teresa Caeiro diz que o Estado não pode dar o sinal de que é indiferente trabalhar ou não trabalhar.

‎”O rendimento mínimo garantido deve ser atribuído com rigor e com justiça” afirma Teresa Caeiro.

Miguel Tiago diz que é preciso ter em conta que aqueles que recebem o Rendimento Mínimo Garantido são idosos.

‎”O que está mal é que uma fatia da atribuição do RSI não é fiscalizada e devemos lutar por essa fiscalização” diz Miguel Tiago.

Augusto Santos Silva diz que as pessoas não estão desempregadas porque querem.

Augusto Santos Silva diz que a aprovação do Rendimento Mínimo Garantido é um passo que não se deve pôr em questão.

‎”É preciso que as pessoas tenham um apoio de integração social” afirma o representante do PS.

Augusto Santos Silva é contra o pagamento de prestações sociais em géneros, proposta apresentada pelo CDS.

Paula Teixeira da Cruz afirma que existe um problema de falha de fiscalização.

‎”Esta questão é uma questão do CDS” Luís Fazenda.

Luís Fazenda afirma que as contas bancárias das famílias que recebem o RSI estão à vista.

“Este é um tema eleitoralista” – Luís Fazenda.

Luís Fazenda diz que não se pode ‘diabolizar’ quem está a receber qualquer prestação social.

Miguel Tiago afirma que estamos a assistir a uma colonização financeira do nosso país.

Questão: Como disciplinar as contas públicas no futuro? Impondo um limite constitucional ao défice ou à dívida pública? Criando a obrigatoriedade da realização de auditorias externas periódicas?

Luís Fazenda abandona o local para comparecer a outros compromissos.

Miguel Tiago afirma que só se fala da exportação e pergunta por que não se pensa na opção da produção nacional.

‎”Porque é que se fala só da exportação e não do que se pode produzir aqui? Porque isso implica aumento de salários” – Miguel Tiago.

‎”O facto de chegarmos a um défice zero não significa que estejamos bem ” – Miguel Tiago.

Augusto Santos Silva diz que é “contra à fixação de limites quantitativos ao défice nos textos constitucionais”.

“Os limites dependem muito das circunstâncias” diz o representante do PS.

‎”A consolidação das contas públicas é uma restrição com a qual temos de viver ” – Augusto Santos Silva.

‎”Temos de olhar e ver onde é que o país tem a sua maior dependência” afirma Augusto Santos Silva remetendo para a questão energética e aproveitamento e investimento em energias renováveis.

O país está dependente de fontes exteriores, por isso temos de apostar nas nossas energias, como por exemplo as renováveis, diz Augusto Santos Silva.

“Neste momento, o que devemos ao estrangeiro, é equivalente ao que Portugal produz num ano inteiro” diz Teresa Caeiro.

‎”Gostam muito de inaugurar, rotundas, auto-estradas, mas alguém as vai pagar” – Teresa Caeiro.

“Não concordamos com a privatização da Caixa Geral de Depósitos” diz a representante do CDS.

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Filha de pai argelino e mãe portuguesa. Vivi em França, Marrocos e actualmente Portugal. Estudei Ciências e Tecnologias na ESJBV e tirei o curso de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa.

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